
Parceria entre Afasc e Polícia Militar atende crianças com deficiências matriculadas nos CEIs da instituição
A manhã desta quinta-feira, 2 de abril, data que celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, marcou o retorno do projeto de cinoterapia “Mascote Amigo”, uma parceria entre a Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) e o 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM). A iniciativa atende crianças com deficiência, especialmente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), matriculadas nos Centros de Educação Infantil (CEIs) da instituição.
Nesta nova etapa, os atendimentos seguem de forma semanal, contemplando alunos dos grupos 4, 5 e 6. Durante o primeiro dia, as crianças participaram de atividades orientadas com os cães da Polícia Militar, incluindo passeios, brincadeiras, escovação e comandos simples, em um ambiente preparado para estimular a interação, a socialização e o aprendizado de forma leve e acolhedora.
Voltado ao desenvolvimento psicológico, social e cognitivo, o projeto utiliza a interação com os animais como ferramenta terapêutica. Entre os principais benefícios estão a redução da ansiedade, o estímulo sensorial e o fortalecimento de vínculos, contribuindo diretamente para a comunicação e a inclusão das crianças atendidas.
Segundo a presidente de honra da Afasc, Gisele Bolan, o projeto “Mascote Amigo” reforça o compromisso da instituição com um cuidado cada vez mais qualificado, humano e inclusivo. “Acreditamos em práticas que respeitam as individualidades e promovem o desenvolvimento integral das nossas crianças, especialmente aquelas com TEA. Essa parceria com a Polícia Militar é um exemplo de como a união de esforços amplia oportunidades e gera impacto real na vida das famílias atendidas. Nosso propósito é seguir fortalecendo ações que promovam vínculo, autonomia e inclusão em toda a nossa rede”, afirma.
Atualmente, o 9º BPM disponibiliza três cães treinados para a cinoterapia: o Marley, que já atua nos atendimentos, a Kira, que também realiza esse trabalho com as crianças e o Simba, que ainda está em formação. “Para nós, essa experiência também é transformadora. Estamos acostumados com a rotina da rua, com a adrenalina do serviço operacional. E, quando chegamos aqui, o cenário é completamente diferente. A gente desacelera e passa a enxergar o impacto direto desse trabalho. Ver o sorriso das crianças, perceber uma evolução, um pequeno avanço, isso já faz valer a pena”, ressaltou o cabo Jonatan Barbosa de Oliveira, um dos condutores dos cães.
Com atendimentos previstos até novembro, o projeto amplia os estímulos oferecidos às crianças, reunindo cuidado, brincadeira e abordagem terapêutica em um mesmo ambiente. A continuidade da iniciativa também fortalece a parceria entre instituições, mostrando como diferentes experiências podem se somar para tornar o desenvolvimento infantil mais rico, acolhedor e significativo.
Texto e fotos: Manuela Linemburger




